12 março, 2012

TRICEPS NO PULLEY - RESPOSTA AO ENQUETE ...

Neste artigo iremos questionar, em resposta ao resultado da ENQUETE, um velho "mito" relacionado ao exercício extensões para tríceps na polia (triceps no pulley) esclarecendo os equívocos, para não dizer burrices, que envolvem a execução do mesmo. Desculpem minha agressividade, mas "em pleno século 21, com todo o avanço da ciência do esporte e com todo o acesso a informação que se tem atualmente, determinados conceitos ainda perduram por pura burrice e teimosia !!! "

Nas ultimas décadas, notamos que um numero cada vez maior de indivíduos tem buscado, de forma frenética, por artifícios que possam melhorar sua qualidade de vida, saúde e estética corporal por meio de praticas esportivas, entre outras coisas . Isso fez com que o mercado do fitness crescesse enormemente para acompanhar tal demanda. Diversas academias surgem a cada dia, inúmeras publicações enchem as prateleiras das bancas de jornal, o próprio avanço da ciência do esporte, também deu uma forte alavancada nessas ultimas décadas . Porem, infelizmente, a capacitação e a qualificação técnica dos profissionais da área esportiva que atuam nas academias não acompanham essa evolução com a mesma velocidade . A grande maioria ainda se atem a velhos conceitos e antigos dogmas, por falta de atualização cientifica ou simplesmente por preguiça e falta de coragem de questionar e obter novas respostas para velhas questões. De tanto ouvir uma idéia por repetidas vezes acaba aceitando sem ao menos questionar sua veracidade; isso e muito cômodo ! Como já disse certa vez, "uma mentira contada 1000 vezes não faz dela uma verdade " .
Como ja disse, um exemplo bem típico de um desses "mitos" é a extensão para tríceps na polia, o famoso tríceps no pulley (tríceps cable pushdown). Porque será que alguns "profissionais" insistem em executar esse exercício pela metade . Iniciam o exercício com os braços estendidos e flexiona-se o mesmo, na fase excêntrica (negativa) até um ângulo de 90° (foto B), em relação ao tronco (antebraço paralelo ao chão), onde então se inicia a fase concêntrica (positiva).
Será que alguém pode me responder porque parar nos 90°, porque não deixar que o movimento tenha uma amplitude maior (foto A), quem foi que inventou essa "angulação limite" de 90° sem que nenhuma evidência científica corrobore com esta pratica ??? Alguns defendem a teoria, mesmo sem amparo cientifico, de que uma angulação maior comprometeria a articulação do cotovelo . Teoria, ao meu ver, completamente equivocada. Desde que o exercício seja executado dentro de uma amplitude articular normal, porque tal angulação prejudicaria a articulação ??? Ninguém aqui esta dizendo para que se force uma amplitude articular máxima numa hiperflexão, mas também não precisa parar nos 90°. A coisa é muito simples, faça o teste : fique em pe, partindo de uma posição onde os braços estejam estendidos para baixo, flexione-os, até onde vôce puder, sem forçar. Tenho certeza que passou da posição onde o antebraço fica paralelo ao chão (90°); fique certo de que você esta em uma amplitude articular perfeitamente normal e é essa amplitude que você deve e pode utilizar na execução do movimento . Não vai prejudicar em nada sua articulação, isso é pura "lenda" . E alem do mais , como todos já deveriam saber, inúmeros estudos já provaram que movimentos onde as contrações musculares partem de ângulos elevados geram um nível maior de hipertrofia . Quanto mais alongado estiver o músculo, maior será o numero de unidades motoras recrutadas no movimento e ainda pode gerar um alongamento irregular dos sarcômeros, aumentando o potencial de ocorrência das microlesões, que consistem na base de um dos modelos de hipertrofia mais conhecidos. Preciso dizer mais ???
Portanto, executem o movimento com amplitude total, porem de forma lenta e cadenciada, utilizando-se de uma carga adequada, com a postura correta e, por favor, sem "trancos" !


Texto: Sergio Sheman

2 comentários:

  1. Concordo com o artigo, mas em alguns exercícios como rosca francesa (uma extensão do cotovelo também) eu já não acho tão produtivo.
    A princípio a execução deve ser completa até a falha, após a falha seque-se com repetições parciais.
    Eu tive um caso que a aluna sente dores no cotovelo quando realiza o movimento em sua amplitude máxima.
    Acho que a prescrição de certos exercícios dependem do caso.

    Abraço!

    ResponderExcluir
  2. Não concordo com a ideia citada de executar o movimento até a falha prosseguindo então com repetições parciais. Quando chegamos ao momento da falha deve-se dar alguns segundos de descanso e tentar prosseguir com mais 2 ou 3 repetições (repetições forçadas) ou então ao atingirmos a falha mudar o padrão motor e tentar continuar, mas em ambos os casos mantendo a amplitude total. Movimento curto é movimento incompleto . Se sua aluna sente dores ao executar o movimento completo, ela deve parar de treinar e procurar um especialista para avaliar o guau da lesão, se é que ela tem uma, e o ortopedista e/ou fisioterapeuta dirá quais movimentos ela deve e quais não deve fazer ...

    Obrigado
    Sheman

    ResponderExcluir