09 setembro, 2011

EXCESSO DE CORTISOL E SUAS CONSEQUÊNCIAS ...

O cortisol – hormônio corticosteroide produzido pela glândula supra-renal – está envolvido na resposta ao estresse, regulação da pressão arterial e da glicemia. Sua produção decorre da ação do hormônio liberador de corticortrofina (CRH) em resposta a ação do hormônio hipofisário adrenocorticotrófico (ACTH).O estresse, seja físico ou mental, é o fator primário na elevação de cortisol: por meio das citocinas no tecido adiposo, o estresse estimula o CRH que, por sua vez, implica na elevação deste hormônio corticosteroide. A privação alimentar, atividade física extenuante e alimentação com elevada carga inflamatória também são fatores estressantes causadores da produção exacerbada de cortisol.

A elevação de cortisol implica na diminuição da testosterona, do hormônio de crescimento e da sensibilidade à insulina. Nas mulheres, ainda favorece o aumento de estrógeno. Ademais, o hipercortisolismo diminui a função imunitária, predispondo o organismo a infecções; favorece reabsorção óssea, aumentando o risco de osteoporose; aumento da glicemia, acompanhada de resistência a insulina; compromete a energia, favorecendo fadiga e irritabilidade; implica na agregação plaquetária e disfunção endotelial, envolvidas na aterosclerose e; no aumento da síntese de proteína C reativa, marcador inflamatório inespecífico preditor de risco de infarto do miocárdio.

Compulsão por doces; retenção hidrossalina; hipertensão; aumento do colesterol e triglicerídeos; elevação da circunferência da cintura; insônia; diminuição da memória e confusão mental também estão entre as consequências do hipercortisolismo.

A análise bioquímica do cortisol pode ser realizada por meio da avaliação do cortisol sérico, urinário ou salivar. O cortisol salivar representa a fração livre deste hormônio e possui boa correlação com o cortisol sérico total e excelente correlação com o cortisol sérico livre. Sua concentração independe do fluxo salivar, é constante e por isso, este é considerado o melhor método laboratorial. Na impossibilidade de realização deste método, recomenda-se o cortisol urinário, que também possui valores constantes e; por último, o sérico: o cortisol circula no sangue ligado à transcortina ou albumina, apenas uma pequena fração encontra-se na forma livre. Dessa forma, suas concentrações plasmáticas são influenciadas pela concentração de suas proteínas transportadoras.

Para a modulação do cortisol, nada melhor que uma alimentação anti-inflamatória e boas doses de calma e paciência!

Fonte: Site - SigaSuaDieta

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