09 julho, 2010

QUESTIONANDO DOGMAS, DERRUBANDO MITOS, 1° parte ...

Neste e nos próximos artigos desta serie iremos apresentar alguns velhos mitos relacionados a determinados exercícios e praticas esportivas esclarecendo os equívocos, para não dizer burrices, que envolvem o modo de execução dos mesmos.Desculpem minha agressividade, mas "em pleno século 21, com todo o avanço da ciência do esporte e com todo o acesso a informação que se tem atualmente, determinados conceitos ainda perduram por pura burrice e teimosia !!! "
Nas ultimas décadas, notamos que um numero cada vez maior de indivíduos tem buscado, de forma frenética, por artifícios que possam melhorar sua qualidade de vida, saúde e estética corporal por meio de praticas esportivas, entre outras coisas . Isso fez com que o mercado do fitness crescesse enormemente para acompanhar tal demanda. Diversas academias surgem a cada dia, inúmeras publicações enchem as prateleiras das bancas de jornal, o próprio avanço da ciência do esporte, também deu uma forte alavancada nessas ultimas décadas . Porem, infelizmente, a capacitação e a qualificação técnica dos profissionais da área esportiva que atuam nas academias não acompanham essa evolução com a mesma velocidade . A grande maioria ainda se atem a velhos conceitos e antigos dogmas, por falta de atualização cientifica ou simplesmente por preguiça e falta de coragem de questionar e obter novas respostas para velhas questões. De tanto ouvir uma idéia por repetidas vezes acaba aceitando sem ao menos questionar sua veracidade; isso e muito cômodo ! Como já disse certa vez, "uma mentira contada 1000 vezes não faz dela uma verdade " .
Um exemplo bem típico de um desses "mitos" e o primeiro que iremos apresentar é a extensão para tríceps na polia, o famoso tríceps no pulley (tríceps cable pushdown). Porque será que alguns "profissionais" insistem em executar esse exercício pela metade . Iniciam o exercício com os braços estendidos e flexiona-se o mesmo, na fase excêntrica (negativa) até um ângulo de 90°, em relação ao tronco (antebraço paralelo ao chão), onde então se inicia a fase concêntrica (positiva).
Será que alguém pode me responder porque parar nos 90°, porque não deixar que o movimento tenha uma amplitude maior, quem foi que inventou essa "angulação limite" de 90° sem que nenhuma evidência científica corrobore com esta pratica ??? Alguns defendem a teoria, mesmo sem amparo cientifico, de que uma angulação maior comprometeria a articulação do cotovelo . Teoria, ao meu ver, completamente equivocada. Desde que o exercício seja executado dentro de uma amplitude articular normal, porque tal angulação prejudicaria a articulação ??? Ninguém aqui esta dizendo para que se force uma amplitude articular máxima numa hiperflexão, mas também não precisa parar nos 90°. A coisa é muito simples, faça o teste : fique em pe, partindo de uma posição onde os braços estejam estendidos para baixo, flexione-os, até onde vôce puder, sem forçar. Tenho certeza que passou da posição onde o antebraço fica paralelo ao chão (90°); fique certo de que você esta em uma amplitude articular perfeitamente normal e é essa amplitude que você deve e pode utilizar na execução do movimento . Não vai prejudicar em nada sua articulação, isso é pura "lenda" . E alem do mais , como todos já deveriam saber, inúmeros estudos já provaram que movimentos onde as contrações musculares partem de ângulos elevados geram um nível maior de hipertrofia . Quanto mais alongado estiver o músculo, maior será o numero de unidades motoras recrutadas no movimento e ainda pode gerar um alongamento irregular dos sarcômeros, aumentando o potencial de ocorrência das microlesões, que consistem na base de um dos modelos de hipertrofia mais conhecidos. Preciso dizer mais ???
Portanto, executem o movimento com amplitude total, porem de forma lenta e cadenciada, utilizando-se de uma carga adequada, com a postura correta e, por favor, sem "trancos" !



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